sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O natal dos Pobres

                              

O s pobres jamais conheceram Papai Noel

N unca compraram um computador porreta
A cessam a net na agitada Lan House do Joel
T êm um celular bem velho, considerado careta
A roupa da vitrine deixaria linda qualquer moça feia
L egal caso possam esse ano saborear uma gostosa ceia

D izem atualmente que a população está mais enriquecida
O ferecem discursos ressaltando uma suposta prosperidade
S eguem com tal conversa, mas a galera permanece esquecida

P assam uma realidade perfeita contrariando a revoltante verdade
O pera milagres o Natal, sugerindo prevalecer uma forte bondade
B asta dessa hipocrisia, todos querendo ostentar um rosto angelical
R epetem recados fascinantes, trocam diversos presentes, até choram
E xistem, entretanto, vários cidadãos experimentando um desgosto total
ão os excluídos os quais um mundo menos perverso e doente imploram

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Bullying nas Escolas

O termo BULLYING compreende todas as formas de maneiras agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivo evidente e são tomadas por um ou mais estudantes contra outro, causando traumas, e são executadas dentro de uma relação desigual de poder. A prática de atos agressivos e humilhantes de um grupo de estudantes contra um colega, sem motivo aparente é conhecida mundialmente como bullying e bully significa brigão, valentão. O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola. Os que praticam o BULLYING têm grande perspectiva de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delituosas ou delinqüentes. 

Os alunos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as alunas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se distingue, principalmente, como método de exclusão ou difamação. Até um apelido pode causar desmoronamento na auto estima de uma criança ou adolescente. Apesar de não sofrerem diretamente as agressões, poderão ficar aborrecidas com o que vêem e indecisas sobre o que fazer. Tudo isso pode influenciar de maneira negativa sobre sua competência de adiantar-se acadêmica e socialmente. O Bullying escolar é assim classificado: alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING; alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING; autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING; testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas coexistem em um ambiente onde isso acontece. 

Quando não há intervenções eficazes contra o BULLYING, o espaço escolar torna-se totalmente corrompido. Todas as crianças, são afetadas, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Os alunos que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e dos meios em que vivem, principalmente os familiares, poderão não ultrapassar os traumas sofridos na escola. Poderão quando adultos apresentar sentimentos negativos, especialmente com baixa auto estima, tornando-se indivíduos com sérios problemas de relacionamento. Poderão adquirir, também, um comportamento hostil. 

A prática de bullying começou a ser pesquisada há cerca de dez anos atrás na Europa, quando descobriram que essa forma de violência estava por trás de muitas tentativas de suicídios de adolescentes. No Reino Unido, por decisão governamental, hoje todas as escolas já implantaram políticas antibullying. 


O médico Aramis Lopes Neto, coordenador da pesquisa da ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência) diz: “Trata-se de um problema complexo e de causas múltiplas. Portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo. A única maneira de se combater o bullying é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais. As medidas tomadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de costumes de não violência na sociedade”. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Tráfico, Exploração e Prostituição de Mulheres


A partir de 2002, a profissional do sexo passou a ser incluído na Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego. Para a Rede Brasileira de Prostitutas, este reconhecimento está entre as principais conquistas da categoria nos últimos anos.
O sistema legal adotado no País para essa categoria de trabalhadoras é o abolicionista, que define a prostituta como uma vítima que só exerce a atividade por coação de um terceiro, o "explorador" ou "agenciador". Por isso, a legislação pune o dono ou gerente de casa de prostituição, e não a prostituta.

Esse sistema permite a consolidação de um contrato de trabalho, seguridade social e garantias legais. Uruguai, Equador, Bolívia entre outros países sul-americanos adotam esse sistema, assim como Alemanha e Holanda. E há o proibicionismo, que é adotado por poucos países, entre eles, os Estados Unidos. Nesse sistema a prostituição é considerada crime
.Existem outros dois tipos de sistemas legais no mundo. A legislação reconhece a profissão sob algumas normas como a de que a prostituta deve se submeter a exames periódicos e só exercer a atividade em locais determinados.
Também desde 2002, a Coordenação Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, lançou a Campanha“Sem vergonha, garota. Você tem profissão”, com o objetivo de conscientizar as profissionais do sexo sobre a importância da prevenção com relação às Doenças Sexualmente Transmissíveis e à Aids.
De acordo o Ministério da Saúde, até junho de 2011, o Brasil teve 608.230 casos registrados de Aids (condição em que a doença já se manifestou). Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989, a proporção era de 6 casos de Aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2010, chegou a 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres.
Pesquisa nacional realizada pela Coordenação Nacional de DST/Aids, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), revelou que a incidência de Aids entre profissionais do sexo caiu de 18%, em 1996,  para 6% em 2002.  
As brasileiras estão entre as maiores vítimas do tráfico de pessoas para a exploração sexual, segundo dados do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodoc). As mulheres jovens, entre 18 e 21 anos, solteiras e de baixa escolaridade são o principal alvo das redes internacionais de tráfico de seres humanos que atuam no País. Os principais destinos são os Estados Unidos, Portugal, Espanha e países de língua latina.
Só em 2005, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,4 milhões de pessoas no mundo foram vítimas de tráfico. A maior parte (43%) foi explorada sexualmente. Ainda, segundo a OIT, o tráfico de seres humanos atinge anualmente lucro de cerca de US$ 30 bilhões. Os países desenvolvidos são responsáveis pela metade desse valor.