terça-feira, 16 de abril de 2013

Vicios part.3 - Jogos... De uma Brincadeira á Doença


No início é sempre uma brincadeira, uma atividade saudável e de entretenimento. Mas, com o passar do tempo, pode transformar-se em um vício incontrolável. O transtorno patológico de jogo é uma dependência psicológica, caracterizada por comportamentos compulsivos de hábitos executados inúmeras vezes. São hábitos aprendidos, seguidos por alguma gratificação emocional, trazendo um alívio de ansiedade ou de angústia no jogador. O assunto vem ganhando importância crescente atualmente, principalmente, pela repercussão no horário nobre da TV brasileira. A Rede Globo estava abordando a compulsão pelo jogo na novela Insensato Coração, através do personagem Kleber, vivido pelo ator Cássio Gabus Mendes, que já perdeu a família e o emprego como jornalista devido ao vício. Com isso, e devido ao fácil acesso a vários tipos de jogos disponíveis no país, dos mais simples, como os de loteria, aos mais perigosos, como corridas de cavalo, cartas e bingos, além dos jogos eletrônicos popularizados pela internet, o tema vem ganhando cada dia mais atenção.

Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, tudo começa com pequenas apostas, na maioria dos casos, entre homens. Ela explica que algumas pessoas não controlam o comportamento diante do jogo e, conseqüentemente, causa o descontrole em todos os sentidos da sua vida. "Não impondo limites, o jogador pode comprometer a vida social, a renda, o trabalho, os compromissos financeiros e, até mesmo, a ruína de seus familiares?", diz a psicanalista.
O ato compulsivo de jogar tem comportamentos e reações idênticas ao abuso do álcool e drogas e do hábito intempestivo do vômito (bulimia e anorexia), e juntos apresentam resultados negativos para a vida, com conseqüências físicas, psicológicas e sociais graves.

Conforme explica a médica, o jogador compulsivo alimenta, de forma doentia, a idéia de sucesso imediato, e considera que perder o jogo será apenas uma circunstância eventual. "Tornando uma grande fonte de prazer em realizá-lo com freqüência, o jogador acredita que a sorte pode chegar a qualquer momento, gastando tudo no jogo, perdendo a noção do contexto real da vida", explica Soraya.

Assim como acontece com outros hábitos compulsivos, o tratamento para o transtorno patológico de jogo tem poucas referências na medicina. De acordo com médica, já existem no Brasil algumas clínicas de assistência a essas vítimas, chamadas Grupos de Jogadores Anônimos. Ela destaca que o transtorno pode ser tratado com acompanhamento de psicoterapias, psicodinâmicas, terapia familiar, cognitiva e comportamental, além de uso de antidepressivos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vicios part.2 - INTERNET

Você é daqueles que não consegue ficar sem internet durante uma hora sequer? Sente necessidade de compartilhar tudo o que vê e faz, fica extremamente irritado quando um vídeo não carrega rápido ou alguém pede para você deixar de lado seu PC, notebook ou tablet? Deixa de sair ou fazer coisas simples do seu cotidiano para passar horas nas redes sociais? Cuidado, você pode estar no rol dos viciados em internet, um problema que atinge cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo estudos da Universidade La Salle nos Estados Unidos.


Para muitos é difícil estipular quando uma pessoa é viciada em internet, já que esta pode ser usada para trabalho, estudo e outros fins que nos fazem conectados durante todo o dia, por exemplo. Mas, para alguns médicos e especialistas, existe sim esta dependência que já pode ser considerada tão crônica como o vício de substâncias como cocaína e álcool. Vale lembrar que o uso compulsivo da internet foi reconhecido pela Associação Americana de Psicólogos e ganhou o nome Internet Addiction Disorder (Disfunção do Vício de Internet).
O primeiro a usar o termo “vício de internet” foi o psiquiatra americano Ivam Goldberg, que estipulou uma série de critérios que definiriam um adicto na rede. Entre eles podemos citar pensamentos obsessivos acerca do que pode estar acontecendo em internet, necessidade de aumentar a quantidade de tempo na rede para conseguir satisfação, fantasias ou sonhos sobre a net. Uma outra cientista, a qual tem realizado um trabalho internacional, é a Dra. Kimberly Young, da Universidade São Boaventura, nos Estados Unidos, e diretora do Centro de Recuperação de Dependentes de Internet, autora dos livros ‘Pego pela Rede’ traduzido para mais de seis línguas e ‘enrolados na rede’.
Para Young, os sintomas do vício em internet são semelhantes aos dos controles dos impulsos, como vício em jogos, sexo ou compras, ou seja, um vício sem drogas. “Eles começam a perder prazos importantes no trabalho, passar menos tempo com sua família e, lentamente, mudam suas rotinas normais. Negligenciam relações sociais com amigos, colegas de trabalho e com suas comunidades; finalmente, suas vidas se tornam incontroláveis por causa da internet”, afirma Dra. Young referindo-se aos adictos na net.
No Brasil, a Associação Viver Bem, ligada ao Hospital das Clínicas de São Paulo (SP) tem feito um trabalho semelhante ao da Dra. Young, nos Estados Unidos; é o projeto ANJOTI, o qual visa o tratamento de pessoas com trantornos do impulso. Para a psicóloga do projeto, Renata Maransaldi, é preciso que os pais e familiares fiquem atentos à quantidade de tempo que a pessoa fica conectada à rede. “Muitas vezes, a pessoa fica horas na internet e, quando alguém solicita a sua presença, ela fica extremamente irritada”, explica a profissional.
Como tratar pessoas com este quadro patológico tão complexo?
Segundo Renata, é preciso que a pessoa ou seus familiares busquem ajuda profissional para diminuir os impactos do mundo digital no cotidiano dela. “Quando se chega num estágio patológico, é preciso uma avaliação psicológica e psiquiátrica que caminhem juntas. Se a pessoa seguir o tratamento, com o uso da medicação e da psicoterapia, ela tem uma melhora significativa, porque o tratamento não é voltado apenas para o uso da internet, mas para os prejuízos que ela provoca na vida social do sujeito” conclui Renata.
Confira abaixo os "sintomas" mais comuns do vicio em internet

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Xô Vicio !

Muito se fala sobre os malefícios do cigarro para a saúde. Seus efeitos devastadores são indiscutíveis no que se refere aos danos causados pelos componentes químicos da fumaça nos pulmões, laringe, faringe, boca e garganta, causando enfisemas, câncer, aumento da pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos e constrição dos vasos sanguíneos. Sendo assim, o fumante tem grandes chances de desenvolver problemas cardiovasculares e pode também sofrer derrames, que são conhecidos como AVCs (acidentes vasculares cerebrais). Além disso, o cigarro também causa mau hálito, interfere no fôlego e na qualidade da voz.
O cigarro tem mais de 4.000 substâncias tóxicas que nos causam danos, das quais aproximadamente 200 são apontadas como venenos conhecidos e 60 como cancerígenas. O alcatrão e a nicotina, que desde o século XVIII é utilizada como inseticida, são os mais nocivos deles, e, no Brasil, o tabagismo é responsável por mais de 120.000 mortes ao ano.
No entanto, o que nem todo mundo parece saber é que o hábito de fumar também afeta a beleza e que de nada adianta fazer uso dos melhores cosméticos disponíveis no mercado se o principal vilão continuar silenciosamente presente, aceso, espalhando sua fumaça tóxica pelo ambiente. O fumo é grande inimigo de um sorriso bonito. Juntamente com o café e com os corantes dos alimentos escuros, o cigarro é responsável pelo amarelamento e pelo aparecimento de manchas nos dentes.

O Vício Leva Embora a Beleza Feminina

Tabagismo 2

O tabagismo causa também danos irreversíveis à saúde pele. A derme possui estruturas denominadas colágeno e elastina, que são as principais responsáveis por sua elasticidade, viço e aspecto jovial. Estas estruturas vão sendo deterioradas lentamente ao longos dos anos, pelo processo natural de envelhecimento, ocasionando o surgimento de rugas. Quando as toxinas da fumaça entram em contato com as células, elas geram radicais livres, destruindo o colágeno e a elastina da pele. Dessa forma, ao fumar ou ao estar exposto à fumaça do cigarro de um colega fumante, o indivíduo estará acelerando este processo natural de perda de colágeno e elastina, contribuindo para seu envelhecimento cutâneo.
O movimento que se faz ao fumar – aquele biquinho na hora de tragar – também é considerado prejudicial à beleza feminina. Este gesto é resultado da contração de vários músculos ao redor da boca. O excesso de uso desses músculos ao longo de anos de tabagismo favorece o aparecimento de sulcos ao redor dos lábios.
Existem disponíveis no mercado diversos tratamentos que visam atenuar os danos estéticos causados pelo cigarro, como variadas técnicas de clareamentos dentais, preenchimentos de rugas ao redor dos lábios com ácido hialurônico, aplicação de laser fracionado, dermabrasão ou peelings específicos, assim como cremes ricos em antioxidantes, como a vitamina C e E, que vão ajudar a neutralizar os danos causados pelos radicais livres à pele, mas a prevenção ainda é o melhor remédio.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como identificar os critérios, sintomas e sinais de TDAH em adultos e crianças.


                          
O TDAH em adultos e o TDAH em crianças e adolescentes é um transtorno que provoca dificuldades escolares e de organização, bem como impede que a pessoa consiga realizar tarefas com qualidade ou que mesmo nem consiga terminar o que começou. Esse distúrbio provoca ainda mais ansiedade o que denota um círculo vicioso no qual o sujeito não consegue sair.
Os principais sintomas e sinais do transtorno de déficit de atenção em adultos e TDAH em crianças podem ser identificados observando-se os seguintes comportamentos:
  • freqüentemente tem dificuldades para organizar tarefas e atividades;
  • freqüentemente evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa);
  • freqüentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades como brinquedos, tarefas escolares, livros e outros materiais;
  • distrai-se facilmente por estímulos alheios à tarefa;
  • freqüentemente apresenta esquecimento em atividades diárias.
  • freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras;
  • freqüentemente tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
  • freqüentemente parece não escutar quando lhe dirigem a palavra;
  • freqüentemente não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções);
Para que o diagnóstico de TDAH esteja confirmado, segundo os critérios do DSM IV a pessoa deve apresentar seis ou mais dos seguintes sintomas de Hiperatividade/Impulsividade (Critério A):
  • freqüentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira;
  • freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado;
  • freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado;
  • freqüentemente tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer;
  • freqüentemente age como se estivesse “a todo vapor”;
  • freqüentemente fala em demasia;
  • freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas;
  • freqüentemente tem dificuldade para aguardar sua vez;
  • freqüentemente interrompe ou se intromete na fala dos outros.
Segundo o DSM-IV (1994) os critérios gerais para o diagnóstico são:
A presença de seis ou mais dos sintomas de desatenção e/ou seis ou mais de hiperatividade-impulsividade, por pelo menos seis meses em grau mal adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento (Critério A).
Alguns sintomas de hiperatividade-impulsividade ou desatenção que causam prejuízo devem estar presentes antes dos 7 anos de idade (Critério B).
Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos, por exemplo, na escola/trabalho e em casa (Critério C).
Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional (Critério D).
Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico e não são melhor explicados por outro transtorno mental, por exemplo, Transtorno do Humor, Transtorno da Ansiedade, Transtorno Dissociativo ou um Transtorno da Personalidade (Critério E).
Segundo Benczik (2000) o TDAH pode variar significativamente na diversidade de sua manifestação de sintomas, pois nem todas as crianças apresentam problemas em todas as áreas. Algumas crianças apresentam somente sintomas de hiperatividade e impulsividade, outras somente de desatenção e outras ainda apresentam os três tipos de sintomas basicamente característicos.