Psicologo atuante, terapeuta comportamental cognitivo e palestrante de temas orientadores, motivacionais e temas especificos.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Compulsividade part.1 - Compras
Compras por compulsão: consumidor pode estar doente sem saber!
Falar em compras por compulsão pode parecer uma simples questão de mau hábito. Mas, conforme destaca a Serasa em seu guia contra a inadimplência, não é apenas este o grande problema das pessoas.
Doente, eu?
Comprar pelo puro prazer de gastar, por modismo, status etc, seja qual for o motivo dos seus gastos, se o seu dinheiro vai embora indiscriminadamente então você pode estar sofrendo de uma doença chamada "oneomania".
De acordo com o neuro-psicólogo Daniel Fuentes, coordenador de Ensino e Pesquisa do Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a doença atinge mais as mulheres: quatro para cada homem.
Não foi encontrada uma razão especial para o fato, mas acredita-se que fatores culturais estão associados à compra por compulsão. Para se ter uma ideia da gravidade do problema, um oneomaníaco sente no efeito de comprar a mesma sensação que um usuário de drogas!
Além disto, como tal, a demora para aceitar o problema é muito comum, chega a levar mais de 10 anos, conforme destaca a Serasa. O grande problema é que somente quando perde o controle da situação é que o comprador compulsivo então busca ajuda médica ou de grupo, como os Devedores Anônimos.
A entidade até elaborou um questionário para avaliar o grau de compulsividade das pessoas com relação ao dinheiro, que serve para alertar aqueles que não estão seguros de ter ou não o problema.
Trabalho sério
Fundado em 1967 nos EUA, o grupo de auto-ajuda possui um trabalho sério de reabilitação destas pessoas, ajudando os devedores a lidar melhor com o planejamento orçamentário. No Brasil desde abril de 1997, o grupo presta serviços em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, e deve chegar a Minas Gerais e Bahia em breve.
Em reuniões semanais que duram cerca de duas horas, as pessoas trocam experiências e desabafam com outros consumidores que sofrem do mesmo impulso pelo consumo.
Ainda segundo a Serasa, cerca de 3% da população brasileira sofrem deste mal. Na população geral, este percentual varia de 1,1% a 5,9%.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A Vaidade em Excesso Adoece !
A obsessão por perder peso e ter um corpo perfeito aumenta casos de anorexia, bulimia e da vigorexia, a doença de malhar demais.
Há no Brasil, sobretudo nas classes média e alta, a mania de elogiar a magreza. Com silhuetas delgadas, modelos, atrizes e celebridades tornam-se símbolos de beleza, glamour, riqueza e aceitação social. São tantos famosos comemorando publicamente a perda de gordura que é quase impossível impedir que tais “sucessos” repercutam em quem está suscetível à pressão por um corpo perfeito.
No caso, não são apenas as mulheres. Homens e crianças estão sucumbindo mais a esses dilemas. O problema é que, quando a vaidade extrapola todos os limites toleráveis, surgem doenças perigosas e até fatais. As principais são anorexia nervosa, caracterizada pela recusa em comer ou pela alimentação em quantidades ínfimas, e bulimia, o distúrbio de quem come compulsivamente e depois induz o vômito para se livrar do alimento.
“Queria ser saudável”, resume Renata Pereira, uma menina de 13 anos que se recupera de anorexia. Sua história ilustra como os transtornos psiquiátricos associados à imagem corporal se ampliam na sociedade. Ela tinha dez anos quando viu o irmão mais velho após uma cirurgia de obesidade. “Sempre me preocupei com o peso. E ali fiquei impressionada”, conta. Renata deixou de comer produtos calóricos e carboidratos. Por fim, limitou-se a frutas e verduras. “Notei que havia algo errado”, observa a irmã Débora Pereira, 26 anos. A menina passou por dois hospitais, mas continuou a emagrecer. Um dia, com o rosto fundo, foi levada a um pediatra. “Minha mãe ouviu do médico que ela tinha um mês de vida”, lembra Débora. Com 1,52 m e 25 quilos, a garota foi para a terceira internação, que já dura 50 dias. Após deixar o hospital – tem previsão de alta para sábado 12 –, quer retomar a vida. “Ainda tenho medo da obesidade, mas com acompanhamento não haverá mais problemas”, diz ela, hoje com 32 quilos.
Já se sabia que as mulheres são mais atingidas por transtornos como anorexia e bulimia. A surpresa está em constatar que o problema começa a surgir cada vez mais cedo. “Recebemos pacientes com 11, 12 anos”, alerta a psiquiatra Angélica Claudino, coordenadora do Programa de Transtornos Alimentares da Universidade Federal de São Paulo. Com isso, as estatísticas aumentam. Nos últimos três anos, o serviço especializado da Universidade Federal do Rio de Janeiro dobrou o número de pacientes. E apesar de serem mais comuns nas classes altas, os transtornos começam a surgir entre os mais pobres. “Para eles, a magreza está associada ao status social”, avalia a psicoterapeuta Maria Georgina Ribeiro, da PUC/SP. Outro problema é a suspeita de que mais gente sofra dos distúrbios sem saber ou buscar ajuda. “Ninguém quer assumir que tem um transtorno. Por isso, os doentes não procuram auxílio”, diz a nutricionista Vera Magalhães, autora de uma tese de doutorado sobre o tema.
Assumir implica lutar contra um estigma. A exemplo do que ainda ocorre com a depressão, por exemplo, há quem considere esses distúrbios uma doença menor, fruto de capricho. Não é verdade. São sérias ameaças à vida. Cerca de 30% das pacientes com anorexia se recuperam totalmente. As demais sofrem novos episódios da doença ou se tornam anoréxicas crônicas. E o índice de mortalidade chega a 20%. Na bulimia, diagnosticada quando há indução ao vômito pelo menos duas vezes por semana, num período de dois meses, o índice de recuperação é 50% e o de mortalidade, 3%. Alguém com esses problemas está mais ameaçado de ter, por exemplo, uma parada cardíaca, por causa da baixa quantidade de potássio no corpo. Foi por isso que a morte súbita da modelo uruguaia Luisel Ramos, no início do mês, causou rebuliço no meio da moda. Ela desmaiou durante um desfile e morreu devido a uma parada cardíaca. O pai teria declarado que a filha não estava comendo direito. O advogado da família, Edison Rijo, descartou a hipótese. “Ela não tinha anorexia e bulimia”, disse a ISTOÉ. Mas as fortes suspeitas continuam no ar.
A vaidade levada ao extremo também atinge os homens. No caso, a pressão é por um corpo musculoso. “Cresce a tendência de transformar o homem em objeto”, declara Tracy Tylka, autora de uma pesquisa apresentada na última semana no congresso da Associação Americana de Psicologia. Nos serviços especializados, já há registros das conseqüências desse processo. Em 14 anos de existência, o Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP) tratou perto de 900 pessoas, apenas cinco delas homens. Mas apenas na última seleção de pacientes, em fevereiro, para atendimento de anorexia, houve dez inscrições masculinas. “É um fenômeno novo, mas já criamos um grupo para cuidar deles”, informa o psiquiatra Taki Cordás, coordenador do ambulatório. Por desejarem ser musculosos e magros, os homens adotam muitas vezes comportamentos de risco, como o uso de anabolizantes e uma preocupação exagerada com o peso. Essa obsessão pelo corpo trabalhado é chamada de vigorexia. Entre os males que interferem na relação do indivíduo com o corpo e o alimento está também a ortorexia. É a obsessão em comer exclusivamente o que é tido como saudável. Não raro, o problema desagua na anorexia. Motivo: na falta do ingrediente, a pessoa não ingere nada. “A ortorexia é um superperfeccionismo”, esclarece a nutricionista Marle Alvarenga, do HC/SP.
Um aspecto importante contribui para agravar os quadros. Em muitos casos, nem o indivíduo nem a família percebem quando o limite entre a vaidade saudável e a doentia foi ultrapassado. Mas vários sinais ajudam na identificação. Não ir a um jantar só para
não ter que comer, deixar de sair porque se sente gordo e feio, preocupar-se excessivamente com o peso e as calorias dos alimentos ou passar horas na academia
estão entre os principais. Outro alerta é quando, mesmo magro, o indivíduo tem certeza de estar acima do peso. Essa, aliás, é uma característica típica das vítimas dos transtornos de imagem. Elas jamais estão satisfeitas com o corpo que têm.
Freqüentemente, mesmo sem notar, a família colabora para intensificar a paranóia. Comentários rotineiros sobre a suposta importância de ser magro e bonito aumentam a preocupação. Outras razões, mais profundas, também interferem. Um estudo da Universidade Penn State (EUA) mostrou que pais perfeccionistas podem reforçar a tendência para o desenvolvimento de transtornos em jovens preocupados com sua aparência. Há um mês, mais uma pesquisa, publicada na revista Psychosomatic Medicine, revelou que crianças rejeitadas pelos pais podem imaginar que não merecem ser amadas. A percepção desencadeia uma insatisfação com a imagem e uma imensa necessidade de ser aceito, sentimentos que podem levar aos distúrbios.
O caminho mais útil para a família é procurar ajuda de um médico especializado. “Deve-se ter consciência de que são doenças”, reforça a psicóloga Eliana Mendes, diretora da Associação Brasileira de Apoio à Prevenção e ao Tratamento dos Transtornos Alimentares. Porém, muitos pais se sentem culpados e negam o problema, o que complica a situação. No campo da fisiologia, ainda não se descobriu uma substância associada aos distúrbios.
Mas as pesquisas avançam. “Observa-se que quem produz mais cortisol, hormônio liberado em situação de stress, tem problemas de comportamento alimentar”, afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, do HC/SP.
Por causa da complexidade do quadro, o tratamento é múltiplo. Requer ajuda de nutricionista, psiquiatra e psicólogo e, em alguns casos, o uso de antidepressivos ou remédios contra a ansiedade. No entanto, o pilar do combate às doenças é a terapia cognitiva-comportamental. “O objetivo é ensinar ao paciente técnicas para modificar seu comportamento diante da imagem e da comida, para que ele interprete o mundo com outros valores”, explica a psicóloga Suely Guimarães, da Universidade de Brasília. De fato, trata-se de reeducar o olhar. Enxergar-se no espelho e gostar da imagem refletida, seja ela alta, seja baixa, magra ou gordinha. E mais: gostar do conteúdo embalado por aquele corpo.
No caso, não são apenas as mulheres. Homens e crianças estão sucumbindo mais a esses dilemas. O problema é que, quando a vaidade extrapola todos os limites toleráveis, surgem doenças perigosas e até fatais. As principais são anorexia nervosa, caracterizada pela recusa em comer ou pela alimentação em quantidades ínfimas, e bulimia, o distúrbio de quem come compulsivamente e depois induz o vômito para se livrar do alimento.
“Queria ser saudável”, resume Renata Pereira, uma menina de 13 anos que se recupera de anorexia. Sua história ilustra como os transtornos psiquiátricos associados à imagem corporal se ampliam na sociedade. Ela tinha dez anos quando viu o irmão mais velho após uma cirurgia de obesidade. “Sempre me preocupei com o peso. E ali fiquei impressionada”, conta. Renata deixou de comer produtos calóricos e carboidratos. Por fim, limitou-se a frutas e verduras. “Notei que havia algo errado”, observa a irmã Débora Pereira, 26 anos. A menina passou por dois hospitais, mas continuou a emagrecer. Um dia, com o rosto fundo, foi levada a um pediatra. “Minha mãe ouviu do médico que ela tinha um mês de vida”, lembra Débora. Com 1,52 m e 25 quilos, a garota foi para a terceira internação, que já dura 50 dias. Após deixar o hospital – tem previsão de alta para sábado 12 –, quer retomar a vida. “Ainda tenho medo da obesidade, mas com acompanhamento não haverá mais problemas”, diz ela, hoje com 32 quilos.
Já se sabia que as mulheres são mais atingidas por transtornos como anorexia e bulimia. A surpresa está em constatar que o problema começa a surgir cada vez mais cedo. “Recebemos pacientes com 11, 12 anos”, alerta a psiquiatra Angélica Claudino, coordenadora do Programa de Transtornos Alimentares da Universidade Federal de São Paulo. Com isso, as estatísticas aumentam. Nos últimos três anos, o serviço especializado da Universidade Federal do Rio de Janeiro dobrou o número de pacientes. E apesar de serem mais comuns nas classes altas, os transtornos começam a surgir entre os mais pobres. “Para eles, a magreza está associada ao status social”, avalia a psicoterapeuta Maria Georgina Ribeiro, da PUC/SP. Outro problema é a suspeita de que mais gente sofra dos distúrbios sem saber ou buscar ajuda. “Ninguém quer assumir que tem um transtorno. Por isso, os doentes não procuram auxílio”, diz a nutricionista Vera Magalhães, autora de uma tese de doutorado sobre o tema.
Assumir implica lutar contra um estigma. A exemplo do que ainda ocorre com a depressão, por exemplo, há quem considere esses distúrbios uma doença menor, fruto de capricho. Não é verdade. São sérias ameaças à vida. Cerca de 30% das pacientes com anorexia se recuperam totalmente. As demais sofrem novos episódios da doença ou se tornam anoréxicas crônicas. E o índice de mortalidade chega a 20%. Na bulimia, diagnosticada quando há indução ao vômito pelo menos duas vezes por semana, num período de dois meses, o índice de recuperação é 50% e o de mortalidade, 3%. Alguém com esses problemas está mais ameaçado de ter, por exemplo, uma parada cardíaca, por causa da baixa quantidade de potássio no corpo. Foi por isso que a morte súbita da modelo uruguaia Luisel Ramos, no início do mês, causou rebuliço no meio da moda. Ela desmaiou durante um desfile e morreu devido a uma parada cardíaca. O pai teria declarado que a filha não estava comendo direito. O advogado da família, Edison Rijo, descartou a hipótese. “Ela não tinha anorexia e bulimia”, disse a ISTOÉ. Mas as fortes suspeitas continuam no ar.
A vaidade levada ao extremo também atinge os homens. No caso, a pressão é por um corpo musculoso. “Cresce a tendência de transformar o homem em objeto”, declara Tracy Tylka, autora de uma pesquisa apresentada na última semana no congresso da Associação Americana de Psicologia. Nos serviços especializados, já há registros das conseqüências desse processo. Em 14 anos de existência, o Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP) tratou perto de 900 pessoas, apenas cinco delas homens. Mas apenas na última seleção de pacientes, em fevereiro, para atendimento de anorexia, houve dez inscrições masculinas. “É um fenômeno novo, mas já criamos um grupo para cuidar deles”, informa o psiquiatra Taki Cordás, coordenador do ambulatório. Por desejarem ser musculosos e magros, os homens adotam muitas vezes comportamentos de risco, como o uso de anabolizantes e uma preocupação exagerada com o peso. Essa obsessão pelo corpo trabalhado é chamada de vigorexia. Entre os males que interferem na relação do indivíduo com o corpo e o alimento está também a ortorexia. É a obsessão em comer exclusivamente o que é tido como saudável. Não raro, o problema desagua na anorexia. Motivo: na falta do ingrediente, a pessoa não ingere nada. “A ortorexia é um superperfeccionismo”, esclarece a nutricionista Marle Alvarenga, do HC/SP.
Um aspecto importante contribui para agravar os quadros. Em muitos casos, nem o indivíduo nem a família percebem quando o limite entre a vaidade saudável e a doentia foi ultrapassado. Mas vários sinais ajudam na identificação. Não ir a um jantar só para
não ter que comer, deixar de sair porque se sente gordo e feio, preocupar-se excessivamente com o peso e as calorias dos alimentos ou passar horas na academia
estão entre os principais. Outro alerta é quando, mesmo magro, o indivíduo tem certeza de estar acima do peso. Essa, aliás, é uma característica típica das vítimas dos transtornos de imagem. Elas jamais estão satisfeitas com o corpo que têm.
Freqüentemente, mesmo sem notar, a família colabora para intensificar a paranóia. Comentários rotineiros sobre a suposta importância de ser magro e bonito aumentam a preocupação. Outras razões, mais profundas, também interferem. Um estudo da Universidade Penn State (EUA) mostrou que pais perfeccionistas podem reforçar a tendência para o desenvolvimento de transtornos em jovens preocupados com sua aparência. Há um mês, mais uma pesquisa, publicada na revista Psychosomatic Medicine, revelou que crianças rejeitadas pelos pais podem imaginar que não merecem ser amadas. A percepção desencadeia uma insatisfação com a imagem e uma imensa necessidade de ser aceito, sentimentos que podem levar aos distúrbios.
O caminho mais útil para a família é procurar ajuda de um médico especializado. “Deve-se ter consciência de que são doenças”, reforça a psicóloga Eliana Mendes, diretora da Associação Brasileira de Apoio à Prevenção e ao Tratamento dos Transtornos Alimentares. Porém, muitos pais se sentem culpados e negam o problema, o que complica a situação. No campo da fisiologia, ainda não se descobriu uma substância associada aos distúrbios.
Mas as pesquisas avançam. “Observa-se que quem produz mais cortisol, hormônio liberado em situação de stress, tem problemas de comportamento alimentar”, afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, do HC/SP.
Por causa da complexidade do quadro, o tratamento é múltiplo. Requer ajuda de nutricionista, psiquiatra e psicólogo e, em alguns casos, o uso de antidepressivos ou remédios contra a ansiedade. No entanto, o pilar do combate às doenças é a terapia cognitiva-comportamental. “O objetivo é ensinar ao paciente técnicas para modificar seu comportamento diante da imagem e da comida, para que ele interprete o mundo com outros valores”, explica a psicóloga Suely Guimarães, da Universidade de Brasília. De fato, trata-se de reeducar o olhar. Enxergar-se no espelho e gostar da imagem refletida, seja ela alta, seja baixa, magra ou gordinha. E mais: gostar do conteúdo embalado por aquele corpo.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Até que Ponto chega a Vaidade Feminina...
Depois de aumentar os seios e o bumbum com silicone, paralisar os músculos do rosto com botox e fazer plástica para aumentar os lábios, onde mais as mulheres querem mexer? Obcecadas com as formas do corpo, elas agora querem afinar a cintura a qualquer preço – recorrendo aos torturantes espartilhos ou até mesmo fazendo cirurgia para tirar uma costela.
Aperta uma vez o espartilho. Um pouco mais forte agora. Um último ajuste. E o resultado: uma mão quase encosta na outra ao apertarem a cintura da vendedora Karina Raquel de Campos.
"Eu durmo todas as noites com ele, uma média de nove horas. Às vezes, coloco antes de dormir e fico um pouco mais. Porque eu quero que a minha cintura fique mais fina uns cinco centímetros do que ela está agora", diz Karina.
Enquanto Karina se aperta no espartilho para diminuir as costelas e conseguir uma cinturinha, a maquiadora Evelyn Rodrigues da Silva foi mais longe e aceitou a seguinte proposta de um cirurgião plástico:
"Eu tinha pensado em fazer plástica no abdômen, porque achava que daria resultado. Mas ele me disse que ficaria melhor se eu tirasse um pedaço da costela, porque afinaria mais a cintura e eu gostaria mais do resultado", conta ela.
A modelo Sheila e a empresária Fátima Teixeira também chegaram ao extremo de retirar as costelas para afinar a cintura.
"Eu diminui dez centímetros de cintura", conta Fátima, que nem pensou se a costela ia fazer falta.
O corpo humano tem 12 pares de costelas, que protegem toda a parte cardíaca, os pulmões, o fígado e o baço. São ossos que saem da coluna vertebral, contornam o tórax e se unem ao osso do peito, o esterno. Os dois últimos pares são os únicos que não se unem na frente. São as costelas flutuantes. Justamente as costelas de que algumas mulheres estão querendo se livrar.
A beleza vale tudo isso? Com a palavra, o professor Ivo Pitanguy, respeitado como um dos maiores cirurgiões plásticos do mundo: "A retirada de um órgão, que o organismo colocou sabiamente para proteger qualquer agressão externa, é um absurdo. É uma cirurgia fácil de fazer, mas mutilante, e não deve ser feita".
O estudioso de história da moda José Gayegos, coordenador do curso de moda do Senac, conta que as mulheres já mutilavam suas costelas cinco séculos atrás. "As mulheres afinavam a cintura com os espartilhos. Chegou a um ponto de fazer a cintura fina e forçada que as 'loucas' começaram a passar mal. Começaram a surgir muitas charges nos jornais mostrando o exagero a que o espartilho estava chegando. A opinião pública se voltou contra essa peça. As mulheres que queriam continuar com a cintura muito fina partiram para a cirurgia".
Quem diria que em pleno século 21 tudo isso estaria de volta? Karina faz parte de um movimento que começou há dois anos chamado tigh lacing.
“O tigh lacing é o uso prolongado do espartilho, que muda o lugar das costelas flutuantes, afinando a cintura gradativamente, conforme as horas de uso”, conta Karina.
O espartilho do tigh lacing é bem diferente de uma simples cinta modeladora. Eles são muito mais rígidos, com barbatanas de aço. Uma estilista vende em média 30 deles por mês pela internet. É pela internet também que mulheres como a vendedora Karina, adepta há dois anos, e a cantora Twiguy, que está usando há três meses, trocam experiências sobre o que elas chamam de "treino", ou seja, como passar o maior tempo possível de espartilho.
Twiguy, de 15 anos, tem 62 centímetros de cintura. Com o espartilho, chega a 52 centímteros. Ela conta que só tira a peça para tomar banho.
A cintura de Karina hoje mede 60 centímetros. Com o espartilho, chega a 54 centímetros. Karina diz que muda até a respiração. Ela descreve a pior dor que já sentiu: "Uma fisgada que dá bem no meio das costas quando aperta demais. Parece um choque, a dor vai descendo".
"A pessoa não passa por esse tipo de tratamento sem determinadas seqüelas. Isso é evidente. Tem dificuldade de digestão, varizes, hemorróidas, atrofias musculares importantes, tanto da musculatura lombar quanto da musculatura abdominal", diz Carlos Henrique Massaneiro, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia,.
Se o espartilho já não é recomendado, como algo ainda mais perigoso, como a retirada das costelas, voltou à moda? Coisa de gente famosa...
"Agora eu vou tirar uma costela de cada lado", anunciou a cantora Tati Quebra Barraco. Ela negou, através de sua assessoria, que tenha feito a cirurgia. Mas o mau exemplo foi dado.
"Eu vi duas artistas em revistas, gostei e quis fazer também", conta Fátima.
A posição da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é clara quanto à retirada das costelas para fins estéticos: "A sociedade não recomenda esse tipo de cirurgia", afirma José Saldanha, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
"Dentro do meu consultório existe indicação estética. São casos bem documentados, conversados com os pacientes sobre todos os riscos e complicações que existem inerentes ao ato cirúrgico", garante o cirurgião plástico Alexandre Barbosa.
"Ele não me alertou quanto a riscos. Ele só perguntou se eu tinha certeza do que eu queria fazer porque depois não daria para colocar a costela de novo", diz Fátima, sobre o cirurgião que a operou.
"As mulheres podem pedir, nós cirurgiões é que não devemos fazer", comenta Pitanguy. "É importante que cada um tenha alegria com seu biótipo. Procure melhorá-lo, mas sem agredir toda a integridade do seu corpo", conclui.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Como ajudar uma mulher que sofre violência doméstica
Essas dicas vão te ajudar a saber o que fazer quando conhece alguém que sofre violência domestica. Aprenda a agir da melhor forma nesses casos e tentar impedir maiores danos à esta mulher.
- Tenha em mente que o agressor não é vitima e deve ser punido de acordo com a lei;
- Evite debochar da situação, porque isso pode piorar ainda mais a autoestima da vítima e fazer com que a situação pareça menos grave do que realmente é;
- Não dê razão ao agressor independente dos motivos que ele teve para cometer esse crime;
- Não julgue a vítima se ela resolver dar mais uma chance ao agressor. Em vez disso, tente aconselhar essa mulher sem dizer que ela está errada em continuar com ele, afinal é difícil ter ideia da ligação que há entre vítima e agressor;
- Dê apoio à vitima no que for necessário: fazer a denúncia, encontrar um lugar seguro para ficar, ajudar a procurar aconselhamento psicológico e a conseguir um advogado para cuidar do caso;
- Acompanhe a vítima até a delegacia ou ao hospital se for necessário, colete informações e evidências que considere importantes e se tiver alguma dúvida contate o número 180.
Se você sofre ou conhece alguém que sofre violência doméstica, não deixe de fazer sua parte. As denúncias podem ser feitas na Delegacia da Mulher ou em delegacias comuns.
A própria vítima ou conhecidos da vítima também podem ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) para buscar mais orientações à respeito da violência doméstica e como proceder em caso de agressão.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
VIOLÊNCIA CONTRA MULHER
A violência contra a mulher é um problema mundial ligado ao poder, privilégios e controle masculinos. Atinge as mulheres independentemente de idade, cor, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual ou condição social. O efeito é, sobretudo, social, pois afeta o bem-estar, a segurança, as possibilidades de educação e desenvolvimento pessoal e a auto-estima das mulheres. Historicamente, à violência doméstica e sexual somam-se outras formas de violação dos direitos das mulheres: da diferença de remuneração em relação aos homens à injusta distribuição de renda; do tratamento desumano que recebem nos serviços de saúde ao assédio sexual no local de trabalho. Essas discriminações e sua invisibilidade agravam os efeitos da violência física, sexual e psicológica contra a mulher. A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública. E em Angola, que essas pratica parece que faz parte da cultura, principalmente quando se observa um comportamento negativo por parte da mulher. Ate porque existe uma diferente entre a mulher Africna e a mulher americana. Em Angola raramente existe divorcio, o casamento é ate a morte, a maioria das violencia contra mulher é por causa do alcolismos. Muitas mulhres na Africa em especial em Angolana não se dexam sofrer esse tipo de agressão,ate porque elas se defendem, lutam elos seus direitos. A não ser que essa violencia é caraterizado pela erros dela. muitas mulheres sofrem violencia porque elas procuram, a vilencia domestica tem sua jurisprudencia, tem seus lados negativos.
A violência contra a mulher é um problema mundial ligado ao poder, privilégios e controle masculinos. Atinge as mulheres independentemente de idade, cor, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual ou condição social. O efeito é, sobretudo, social, pois afeta o bem-estar, a segurança, as possibilidades de educação e desenvolvimento pessoal e a auto-estima das mulheres. Historicamente, à violência doméstica e sexual somam-se outras formas de violação dos direitos das mulheres: da diferença de remuneração em relação aos homens à injusta distribuição de renda; do tratamento desumano que recebem nos serviços de saúde ao assédio sexual no local de trabalho. Essas discriminações e sua invisibilidade agravam os efeitos da violência física, sexual e psicológica contra a mulher. A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública. E em Angola, que essas pratica parece que faz parte da cultura, principalmente quando se observa um comportamento negativo por parte da mulher. Ate porque existe uma diferente entre a mulher Africna e a mulher americana. Em Angola raramente existe divorcio, o casamento é ate a morte, a maioria das violencia contra mulher é por causa do alcolismos. Muitas mulhres na Africa em especial em Angolana não se dexam sofrer esse tipo de agressão,ate porque elas se defendem, lutam elos seus direitos. A não ser que essa violencia é caraterizado pela erros dela. muitas mulheres sofrem violencia porque elas procuram, a vilencia domestica tem sua jurisprudencia, tem seus lados negativos.
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