Psicologo atuante, terapeuta comportamental cognitivo e palestrante de temas orientadores, motivacionais e temas especificos.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Compulsividade part.4 - Doces
O consumo compulsivo de doces está ligado a problemas psíquicos e orgânicos.
Esta é a conclusão de especialistas em nutrição, que se basearam em pesquisas e entrevistas com mulheres, que tem uma vontade quase irresistível de comer doces. Estes especialistas verificaram que a voracidade por bombons pode ser tão doentia quanto à dependência do álcool ou drogas.
Existe mesmo compulsão por doce?
Sim. Pode ocorrer através de episódios isolados, ou pode configurar uma doença chamada "Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica" (TCAP).
Sabe quando bate aquela vontade insuportável de comer um doce, não apenas um, mas a caixa de bombons inteira? Sabe quando uma lata de leite condensado fica pequena demais para a nossa alucinação devoradora? Pois bem, se essa vontade acontece esporadicamente, é normal. Mas, se ela se repete freqüentemente e se você não pára de comprar e comer doces, há indícios de ser uma compulsão por doces.
A ingestão de doces geralmente é para compensar algum problema ou melhorar o humor de quem sofre da compulsão. Mas, depois, irremediavelmente, os devoradores de doces começam a ter pesadelos com a balança. É natural. Nas últimas décadas as pessoas seguem padrões de beleza que as obrigam a desejar um corpo esguio e perfeitamente modelado.
Quais são os sintomas enfrentados pelas vítimas?
Necessidade urgente de comer um montão de doces, num curto período de tempo. O paciente consome, então, muito doce, mais do que a maioria das pessoas consumiria nas mesmas circunstâncias e só "pensa em doce"; a questão principal, porém, é a perda de controle e o humor negativo. Para se afirmar que é uma 'doença', os ataques devem ocorrer pelo menos dois dias por semana durante seis meses.
Estudos recentes mostraram que as pessoas que sofrem de um desequilíbrio no sistema Serotonina/Noradrenalina, têm uma disfunção alimentar ligada a distúrbios psiquiátricos. A serotonina também interfere no estado de humor e na sonolência; quando há uma diminuição dessa substância no cérebro, a pessoa sente necessidade de ingerir açúcar.
Por quê?
A glicose carrega para o cérebro o triptofano, uma substância precursora da serotonina que, por sua vez, é o neurotransmissor relacionado à vida afetiva, responsável pela melhora do humor e redução da ansiedade. Quando os níveis de serotonina estão baixos, vem a necessidade de obter algum tipo de compensação. Nos doentes a compulsão é por doce.
Segundo nutricionistas, é também uma maneira de compensar um hábito introduzido desde a infância: as mães costumam adoçar o leite das mamadeiras; quando a criança é bem comportada, ganha um doce; à partir da adolescência, os namorados se presenteiam com bombons. O doce adquire assim, um significado afetivo na maioria das famílias. E ao haver uma carência de afeto, a compensação pode ser buscada no próprio doce.
O importante é driblar esta vontade, com frutas, doces dietéticos, exercícios físicos que aumentam a serotonina, dando sensação de bem estar. Porém, quando a situação for difícil de contornar, um profissional especializado, como um psiquiatra, pode ser de ajuda para o paciente, para o tratamento de distúrbios da ansiedade que podem estar associados a este quadro.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Compulsividade part.3 - Mentiras
Há quem diga mentiras caridosas.
Há quem minta por vício.
Há quem diga meias verdades.
E também há quem diga sempre a verdade.
Há quem minta por vício.
Há quem diga meias verdades.
E também há quem diga sempre a verdade.
Existem, além destas, um outro tipo de mentiras: as provenientes do chamado mentiroso compulsivo, que mente sistematicamente e aparentemente sem razão.
Aqui estamos já a lidar com alguém para quem a mentira assume contornos de dependência, tal como o álcool ou a droga.
A mentira torna-se um vício, já que é dita de forma compulsiva, ou seja, o mentiroso tem consciência que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso.
A insegurança transmitida pela falta de auto-estima.
Ao mentir sistematicamente, o mentiroso compulsivo provoca grande sofrimento naqueles que lhe estão próximos, tornando infernal o ambiente daqueles que lidam com ele diariamente.
A situação é, no entanto, passível de tratamento ao nível da psiquiatria e psicologia clínica.
O primeiro passo, tal como em outro tipo de vícios, é a pessoa assumir que mente deliberadamente e que precisa de ajuda para se libertar de algo que lhe tem vindo a estragar e prejudicar a vida.
O tratamento, segundo os especialistas, será a busca do conhecimento de si próprio, permitindo que a pessoa se liberte desta bengala que é a mentira.
Segundo estes, estas pessoas sofrem de uma grande perturbação ao nível do controlo dos impulsos(...)
Aqui estamos já a lidar com alguém para quem a mentira assume contornos de dependência, tal como o álcool ou a droga.
A mentira torna-se um vício, já que é dita de forma compulsiva, ou seja, o mentiroso tem consciência que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso.
A insegurança transmitida pela falta de auto-estima.
Ao mentir sistematicamente, o mentiroso compulsivo provoca grande sofrimento naqueles que lhe estão próximos, tornando infernal o ambiente daqueles que lidam com ele diariamente.
A situação é, no entanto, passível de tratamento ao nível da psiquiatria e psicologia clínica.
O primeiro passo, tal como em outro tipo de vícios, é a pessoa assumir que mente deliberadamente e que precisa de ajuda para se libertar de algo que lhe tem vindo a estragar e prejudicar a vida.
O tratamento, segundo os especialistas, será a busca do conhecimento de si próprio, permitindo que a pessoa se liberte desta bengala que é a mentira.
Segundo estes, estas pessoas sofrem de uma grande perturbação ao nível do controlo dos impulsos(...)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Compulsividade part.2 - Alimentação
Compulsão Alimentar
Sinais de Compulsão Alimentar
Quem sofre do transtorno de compulsão alimentar consome grandes quantidades de comida de uma só vez ou come constantemente durante um determinado período (por exemplo, durante uma festa de aniversário ou na Consoada) mas não purga ou se liberta da comida depois. O transtorno de compulsão alimentar é habitualmente reconhecido por outros devido aos hábitos alimentares de um indivíduo, tais como:
● Ingerir uma quantidade excessiva de comida, mesmo quando não tem fome;
● Comer até se sentir desconfortavelmente cheio ou mesmo agoniado;
● Esconder hábitos alimentares devido a vergonha ou embaraço;
● Esconder comida para episódios de voracidade;
● Esconder embalagens vazias ou caixas de alimentos e gerar lixo em excesso;
● «Depenicar» ou comer constantemente enquanto houver comida disponível;
● Comer quando está sob pressão ou se sente psicologicamente diminuído/a;
● Sentir-se subjugado/a, envergonhado/a e/ou culpado/a durante e/ou depois de um episódio de voracidade;
● Exprimir repugnância em relação a hábitos alimentares, peso, corpo ou aparência;
● Expressar descontentamento com a aparência, peso ou auto-estima.
Diagnóstico de Compulsão Alimentar
O transtorno de compulsão alimentar deve ser diagnosticado por um profissional qualificado, de acordo com os critérios de saúde mental reconhecidos. Estes critérios de diagnóstico incluem episódios cíclicos de alimentação em excesso e sensação de perda de controlo durante os episódios, bem como episódios de compulsão alimentar com pelo menos três das seguintes características: comer depressa, comer até atingir mal-estar físico, comer quando não se tem fome, comer sozinho ou ter sentimentos de vergonha e culpa em relação à alimentação. Outros critérios incluem expressão de ansiedade ou angústia em relação à ingestão compulsiva, episódios de voracidade que ocorrem pelo menos duas vezes por semana durante um período mínimo de seis meses e compulsão alimentar sem recurso posterior a um método de purga (vómito auto-induzido, exercício excessivo, etc).
Obter Ajuda e Tratamento
Não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva. Posto isto, há uma variedade de opções de tratamento que podem ser combinadas de acordo com as necessidades específicas do paciente. As opções de tratamento para o transtorno de compulsão alimentar incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento ou terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental (para alterar os comportamentos alimentares), frequência de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planeamento nutricional.
Habitualmente, não são usados medicamentos para tratar o transtorno de ingestão compulsiva, apesar de poderem ser usados supressores de apetite com controlo médico e alguns medicamentos, como anti-depressivos, para o tratamento de condições associadas.
O transtorno de compulsão alimentar é um transtorno alimentar comum, embora muitas vezes mal compreendido. Qualquer informação adicional sobre o transtorno de compulsão alimentar deve ser procurada junto de um médico, um especialista em transtornos alimentares ou outros terapeutas relacionados com este tipo de condição de saúde.
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