
Atualmente ouvimos frequentemente falar sobre estresse no trânsito durante as rodas de conversas entre amigos, em programas de televisão, em reportagens de jornais e revistas. Afinal o que é estresse? Quais os aspectos que levam as pessoas a se estressarem no trânsito? O que fazer para evitá-lo?
Por definição o estresse é um estado de tensão em que o organismo se prepara para enfrentar ou fugir do perigo. Apresenta-se em nosso corpo através de sinais e sintomas que podem ser físicos (como dores de cabeça, dores na coluna, irritação nos olhos, varizes, zumbido nos ouvidos, úlcera, tendinite, insônia, diarreia, vômito, náuseas) ou psicológicos (irritabilidade, comportamento agressivos, aflição, pânico, mau humor, sensação de esgotamento emocional).
Por volta de 20 mil anos antes de Cristo, época em que vivia da caça e coleta, o homem já experimentava o estresse, pois possuía um cotidiano, no qual a preocupação maior relacionava-se ao medo de não obter alimento. Além disso, sentia insegurança em relação à manutenção da vida, já que necessitava permanecer em estado constante de alerta se não quisesse ser surpreendido por um animal que pudesse colocar sua vida em risco. Decorrente da necessidade de viver em um ambiente seguro surgiu a “necessidade de controle”, aí mora o “perigo”, pois na vida não podemos prever as coisas que irão acontecer. Não podemos ter controle sobre as condições climáticas, trânsito, etc. E isto gera ansiedade.
A capacidade cognitiva do ser humano permite sua adaptação à ansiedade gerada por estímulos externos, mas nem todos reagem da mesma forma, vai depender das características de cada um, do momento de sua vida e também da fonte motivadora de estresse.
Atualmente tornou-se quase impossível não se estressar no trânsito, a sensação é de estar “encurralado”, pois nenhum ser humano se sente confortável em uma situação em que há o impedimento à sua mobilidade. Este problema é consequência da grande quantidade de veículos nas ruas.
Acontecem diversas situações no trânsito que proporcionam desgaste emocional, como sensação de tempo perdido nos congestionamentos, pedestres atravessando fora das faixas destinadas aos mesmos, ciclistas pedalando pela contramão, motociclistas que saem “cortando” os carros de maneira imprudente, animais na pista, problemas de estrutura das vias e avenidas (buracos nas ruas e calçadas), falta de educação no trânsito com motoristas mal humorados, e condições climáticas desfavoráveis (chuva ou calor intenso).
Existem medidas que podem aliviar o estresse no volante, a principal consiste em evitar o aumento do estado de tensão. Podem ser utilizados exercícios simples de respiração e pequenas mudanças no comportamento, como sair de casa mais cedo, escolher caminhos alternativos nos horários de picos, ouvir uma música relaxante, se o carro tiver ar-condicionado deixá-lo ligado, procurar mentalizar coisas boas, deixar de lado pensamentos ruins, aproveitar para planejar a vida, evitar manter o pé fixo na embreagem para não provocar dores, pode-se movê-los para cima e para baixo, esta é uma boa maneira de se acalmar, não falar no celular quando estiver dirigindo, pois multas e acidentes serão evitados.
Combatendo o estresse o ser humano torna-se capaz de assimilar mais informações, de ter um nível de concentração melhor, além de manter um bom humor, o que poderá tornar o trânsito um local mais pacífico e agradável, além de obter uma melhor qualidade de vida.
“Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro”. (Sigmund Freud)
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